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Alzheimer: um olhar para a família

Segunda, 27 de maio de 2019


A família adoece junto com o paciente de Alzheimer, sem saber como se erguer para ser a estrutura sem estar estruturada.

Quando há um diagnóstico de Alzheimer, a atenção se volta integralmente para o paciente, mas é preciso não negligenciar a família que cuida desse paciente para que ela não adoeça junto.

O desconhecimento e a angústia

Receber o diagnóstico de uma doença que não há cura, gera um impacto angustiante na família que, além de, muitas vezes, desconhecer a progressão da doença, não sabe como lidar com o paciente no dia-a-dia.

Muitos pacientes negam o diagnóstico e passar a agir com agressividade aos cuidados da família e suas preocupações. O paciente, em alguns casos, demonstra resistência para enfrentar a doença, negligenciando-se no início do tratamento.

A família fica igualmente temerosa, sem informações concretas sobre o problema, recebendo informações de crenças descabidas, aumentando a sensação de impotência diante da doença.

Estar inteiramente ligado ao paciente no progresso da doença, traz para a família medos em relação ao futuro do paciente, deixando as pessoas mais próximas em um estado de total fragilidade, necessitando ao mesmo tempo, ser a estrutura daquele que é diagnosticado com a doença.

A angústia é maior quando o paciente não recebeu o diagnóstico e a família fica em uma situação de conflito maior. É preciso acolher a família, promovendo suporte psicológico para atravessar cada fase da doença. Melhorando o psicológico daqueles que acompanham o paciente, haverá contribuição para um melhor bem-estar daquele que sofre com as consequências de uma doença incurável e degenerativa.

Se a família tem uma boa estrutura emocional, passando segurança ao paciente, há uma melhor aceitação dele, promovendo um melhor enfrentamento da doença.

A aceitação é gradual e construída de forma progressiva. No dia-a-dia a família e paciente conseguem encontrar as alternativas necessárias para cada obstáculo que surge com o avança da doença e o aparecimento dos sintomas. O mais importante é que a família consiga informações certas e amparo para proporcionar um tratamento correto ao paciente e tenha estrutura psicológica para auxiliá-lo.

A rotina da família do paciente com Alzheimer

O surgimento do Alzheimer afeta não só o paciente, mas a família de forma geral. Toda a rotina ao longo do tempo necessita ser reestruturada, pois o paciente vai, gradativamente, perdendo sua autonomia e capacidade de estar sozinho e realizar tarefas simples. A dependência aumenta com o passar do tempo. Esse processo é dolorido para paciente e, principalmente, para aqueles que acompanham o paciente, tendo lembranças de fases em que esse exercia suas atividades de forma plena.

Além de suporte com informações, a família fica carente de apoio psicológico e ajuda de outros familiares ou amigos para dividir tarefas e conseguir tomar decisões de maneira mais correta e clara. Com o tempo, a família tem a presença do paciente, porém, de forma ausente, o que traz maior tristeza e angústia.

Umas das principais ações é buscar, além de uma boa estrutura psicológico, manter a qualidade no relacionamento paciente/família para que durante todo o processo exista menos desgaste possível, melhorando a qualidade psicossocial do paciente.

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